25/10/2008
24/10/2008
To be continued...
?
Que me teria acontecido no dia 22 de Novembro de 2005? Ainda bem que o nosso cérebro tem esta capacidade excelente de "triar" as nossas memórias... Pelo menos tenho tentado treinar o meu para que seja capaz de guardar só o que é bom de guardar... Pelos vistos, este treino está a surtir algum efeito.. não me lembro desse dia 22... E isso faz-me recordar as palavras que li há pouco tempo: " Existem coisas que não servem para nós. Existem coisas que a personalidade acredita fundamentais para uma vida feliz, mas a Alma sabe que não possuem nenhum valor." Juntas vamos lá!
22/10/2008
21/10/2008
"Para que as coisas aconteçam como desejamos é preciso, muitas vezes, um período de provação onde parece que nada tem mais jeito. Nestes momentos temos a impressão que não conseguimos nos comunicar com ou sobre o que queremos. Todo esse sacrifício é necessário para que certas dívidas cármicas sejam queimadas e possamos tomar posse da felicidade que está logo ali à frente..."
Serra da Estrela by Me
20/08/2008
Uma canção passou no rádio
E quando o seu sentido
Se parecia apagar
Nos ponteiros do relógio
Encontrou num sexto andar
Alguém que julgou
Que era para si
Em particular
Que a canção estava a falar
E quando a canção morreu
Na frágil onda do ar
Ninguém soube que ela deu
O que ninguém
Estava lá para dar
Um sopro um calafrio
Raio de sol num refrão
Um nexo enchendo o vazio
Tudo isso veio
Numa simples canção...
05/08/2008
"As coisas vulgares que ha na vida não deixam saudade;
Só as lembranças que dóem ou fazem sorrir..."
As coisas vulgares... aquelas coisas vulgares a que estamos tão habituados... e que são tão vulgares que nem nos damos conta de que são realmente coisas vulgares... mas se tentamos pensar nelas logo sentimos que são vulgares.... e aí vêm as lembranças...
As lembranças... aquelas que doiem... e as que fazem sorrir... porque demoramos sempre mais nas que dóem?
Só as lembranças que dóem ou fazem sorrir..."
As coisas vulgares... aquelas coisas vulgares a que estamos tão habituados... e que são tão vulgares que nem nos damos conta de que são realmente coisas vulgares... mas se tentamos pensar nelas logo sentimos que são vulgares.... e aí vêm as lembranças...
As lembranças... aquelas que doiem... e as que fazem sorrir... porque demoramos sempre mais nas que dóem?
29/07/2008
(im)Perfeição
27/07/2008
"Serás tu a sombra que olhas no chão
Serás a promessa que trazes na mão
De que serve o teu disfarce e o teu secreto olhar
Se não tens ninguém a quem te revelar
Serás o silêncio ou um sonho desfeito
Será teu o grito que arrancas do peito
De que vale teres a lua e o céu inteiro para voar
Se não tens ninguém a quem te poder dar"
04/03/2007
20/02/2007
31/01/2007
AUSÊNCIA

« Num deserto sem águaNuma noite sem luaNum país sem nomeOu numa terra nua...Por maior que seja o desesperoNenhuma ausência é mais funda do que a tua.»
Sophia de Mello Breyner Andresen
04/01/2007
28/12/2006

Pequeno Príncipe (trecho)
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou: - O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo... A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry
Porque
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
13/11/2006
Dor
17/07/2006
Despedida
Ah... a despedida
Todas as despedidas custam...
E cada uma custa mais que a anterior...
Ah... e então esta... Não temos pressa... vamos devagar... demoramos...
A saudade cresce, mesmo antes de irmos... e cresce... e cresce...
Ah... a despedida...
Todas as despedidas custam...
E cada uma custa mais que a anterior...
Ah... e então esta... Não temos pressa... vamos devagar... demoramos...
A saudade cresce, mesmo antes de irmos... e cresce... e cresce...
Ah... a despedida...
17/01/2006
O Mistério do Amor
" O perene mistério,que atravessa como um suspirocéus e corações..."
Fernando Pessoa
03/01/2006
Regresso
Qualquer regresso à rotina custa sempre mais um pouco que o anterior.
Um dia meio cinzento, a sensação de nunca termos saído daquele sitio...
O mesmo autocarro, as mesmas caras, as mesmas ruas, os mesmos vizinhos...
A rotina voltou... E temos a sensação de que isso era a última coisa que queriamos nesse momento...
Mas depois vem a noite e com ela os primeiros sinais de cansaço.
Dormimos, até bem melhor que o habitual, e ao acordarmos no dia seguinte, tudo parece bem...
Estamos ali, no mesmo sítio, a acordar à mesma hora, a apanhar o mesmo autocarro, a ver as mesmas pessoas, a passar nos mesmos sitios... mas não nos importamos... Afinal, é a nossa rotina.
Não há nada como uma boa noite de sono...
E o Regresso torna-se desejado...
Um dia meio cinzento, a sensação de nunca termos saído daquele sitio...
O mesmo autocarro, as mesmas caras, as mesmas ruas, os mesmos vizinhos...
A rotina voltou... E temos a sensação de que isso era a última coisa que queriamos nesse momento...
Mas depois vem a noite e com ela os primeiros sinais de cansaço.
Dormimos, até bem melhor que o habitual, e ao acordarmos no dia seguinte, tudo parece bem...
Estamos ali, no mesmo sítio, a acordar à mesma hora, a apanhar o mesmo autocarro, a ver as mesmas pessoas, a passar nos mesmos sitios... mas não nos importamos... Afinal, é a nossa rotina.
Não há nada como uma boa noite de sono...
E o Regresso torna-se desejado...
22/11/2005
Lágrimas ocultas
Florbela Espanca
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
14/11/2005
Se tanto me doi que as coisas passem
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem
Sophia de Mello Breyner Andresen
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